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Mostrando postagens de abril, 2016
Antes nós não tínhamos uma música, eu só tinha canções tristes, e a gente era só felicidade. Agora, todas as de ates eu compreendo. E que engraçado, porque elas falam de nós.
Quando mostrei meus textos ele ironizou e disse que um dia viraria um texto meu. E virou. O texto de antes eu falo sobre ele. E também os textos que eu penso -mas nunca escrevo- antes de dormir são sobre ele também.
Sem querer me encontrei sozinha no ap, deitada na cama enquanto a noite chega lá fora. Isso não era mais a minha rotina. Mas em pouco tempo ela veio a tona. E me fez não sair mais da cama. Já fazem 57 minutos que eu disse tchau. 57 minutos. Sinto como se fosse um mês. Mas se eu for te chamar, sinto que é pouco tempo. Pouco tempo pra pedir pra voltar e dizer que eu esqueço do antes. Pouco tempo que eu não te quis. Pouco tempo juntos, que pra nós parece um monte. Sinto que foi pouco tempo de abraços. Sinto que devia ter te falado o quando te quero. Sinto como se o que foi fosse pouco. Será que agora já faz 1 hora que eu te dei tchau?
Estou com saudades. De ti. No meu lado ou em cima de mim. Desse teu cabelo por cortar. Da tua barba que me pinica quando me beija. Das tuas graças, da tua graça, só tua. Da tua cara de sono. Do teu mal humor quando acorda. Do teu abraço quando vamos dormir. Saudades.
Eu queria falar que te amo todos os dias. Mas você vai enjoar. Eu achi que iria enjoar. Acho que também enjoaria dizer. Mas quando eu olho pra você, assim, deitado, com esses olhinhos, me olhando, não tem como não sentir. O te amo vem lá de baixo, do dedão do pé. Passa pela barriga e faz borbulhos. Respiro fundo. E então ele tranca na garganta. Eu digo em pensamento que te amo. E isso me faz rir. Imagina se você ouve? Eu pensei baixinho, juro que pensei, mas nunca se sabe. Essa luz do dia que entra por entre a janela, te deixa lindo. Eu acho você lindo.