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Mostrando postagens de junho, 2014

Mosca

          Eu olhei firmemente para frente, como se aquilo segurasse o choro. Procurava no horizonte um ponto. Dizem que isso dá equilíbrio. E eu precisava disso mais que todos, até mais que um equilibrista de circo. É, era demais. Eu me sentia flutuando, ou nem sentia nada. As palavras que você disse, com todo o cuidado, chegaram aos meu ouvidos como uma metralhadora louca, sem alvo. Droga! A lágrima caiu. E você viu. Chegou mais perto e, suspirou, como se sentisse pena de mim. O suspiro quente, veio ao meu rosto como um despertar. Aquele pouco instante em que ficamos calados, foi como uma eternidade, tudo que vivemos, até ali, tinha se passado em minha cabeça, como um filme. O ponto em que eu olhava, para não cair, havia voado, era uma mosca. E eu cai, sim, cai literalmente. Como se alguém tivesse chutado atrás do meu joelho, pra saber se eu comia bastante feijão, e enfim seria forte. Descobri que não. Você rapidamente me ajudou a levantar e repetia vá...