Ela estava há pouco tempo desempregada. E não sabia das coisas. Ele fazia faculdade há muito tempo. E sabia um pouco sobre. Eles se encontraram sem querer se encontrar. "Oi." Bem, aquilo não foi um oi... E a conversa fluiu. Fluiu tanto que eles já sabem o nome dos filhos. Algum blog de solteiras por opção iria falar para sair correndo nesse momento. Mas ela não correu. Ficou. E quis ficar só por ficar. Eles não combinam, mas continuam aqui. Ela ouve pagode de 2002. Ele ouve Gorillaz, sozinho, no quarto. Ele fica irritado por tudo. Ela sabe que esse tudo não é nada. Ela é do sem querer. Ele é do fazer. Ele conversa com todo mundo. Ela é calada demais. Ela chora e ele grita. Se ela lesse este texto antes dele chegar, tenho certeza que não ia gostar. Mas ela gosta, ela ama. Pode ser que tudo não seja flores, mas continuamos plantando. E ele rega as flores sempre que pode, que lembra e que quer. Ela pisa nelas quando olha pro lado. Mas isso não pesa tanto, nã...